Do Porto para o prestígio do Ateneu Empenhamento e Dedicação
Discurso do Sr. Presidente da Direcção na tomada de posse dos novos Corpos Sociais do Ateneu
Exmo. Senhor Presidente da MAG, Dr. Jorge Quinta e restantes Membros da Mesa,
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Fiscal, Dr. António Magalhães e restantes Membros do CF,
Exmos. Directores que hoje comigo assumem os destinos do Ateneu,
Ilustres Sócios que hoje cessaram funções nos órgãos sociais:
na Presidência da Mesa da Assembleia Geral do Ateneu – Exmo. Sr. Dr. Hélder Pereira, e restantes membros da Mesa,
na Presidência do Conselho Fiscal, Exmo. Sr. Dr. Pereira Dias, e restantes membros da Conselho Fiscal,
Todos os membros da Direcção cessante.
E, permitam-me, que saúde o nosso sócio nº 283, Ilustre Cônsul do Equador no Porto, D. Fernando Pinto Fontes e o meu amigo, futuro sócio do Ateneu, Ilustre Cônsul da Indonésia no Porto, Dr. Luciano Coelho da Silva.
Ilustres Sócios e Amigos do Ateneu.
Ilustres Sócios e amigos do Ateneu.
Cabe-me dirigir-me a V.ªs Exas. nesta especial ocasião de conclusão do processo eleitoral dos membros dos Órgãos Sociais do Ateneu, para o biénio 2011-2012, processo eleitoral no qual fui eleito Presidente da Direcção, cargo em que acabo de ser investido, na V/ presença.
Permiti-me, que assuma, solenemente, num acto de juramento em nome de todos os membros Eleitos, e que hoje comigo tomaram posse, que consideramos jurado perante V.Exas. e de todos os sócios do ATENEU, de tudo fazer para honrar os princípios Estatutários do Ateneu e cumprir, com fidelidade, os destinos do Clube na mais empenhada assumpção das obrigações que nos estão confiadas.
Cabe-me, como Presidente da Direcção, nesta ocasião, deixar algumas considerações fundamentais que balizam e configuram o caminho que entendo dever ser percorrido, de modo a que o ATENEU se revista da utilidade, elegância e excelência que, certamente, todos lhe atribuímos e que é também o cumprimento da sua honrosa herança histórica.
Num momento em que a cidade do Porto está a tentar reconquistar a importância da sua Baixa, não pode o ATENEU, enquanto Clube centenário e prestigiado da cidade, permanecer imerso numa longa noite, devendo, quanto antes, assumir-se também como motor e dinamizador do re-amanhecer da Baixa Portuense e da sociedade do Norte.
Como Presidente do Ateneu, e em nome de todos os membros da Direcção, entendo, entendemos, ser fundamental implementar uma gestão no ATENEU que seja capaz de, em 9 verbos, conjugar as ideias fundamentais: introduzir, galvanizar, revivificar, unir, implementar, integrar, estabelecer, garantir e promover o Ateneu, de modo a que sejamos capazes de fazer renascer o Ateneu para os Sócios e para a cidade e para o grande Porto: vejamos,
- introduzir critérios de rigor e opções estratégicas, que garantam a sustentabilidade financeira do cofre social do Clube;
- galvanizar a nossa BIBLIOTECA, colocando o conhecimento que encerra ao serviço de todos nós e da cidade;
- revivificar a vertente prestigiante dos célebres Baile do Ateneu e do convívio social que pode representar e dinamizar;
- unir os associados em prazeroso convívio e garantir a todos o conforto e vantagens que este edifício deve ser capaz de oferecer;
- implementar a excelência de serviços de bar e restaurante, também aberto ao público, com zona exclusiva de sócios e vantagens especiais;
- integrar o ATENEU no Roteiro Cultural do Porto, estabelecendo um programa artístico, musical e de conferências, capaz de ombrear com o que de melhor se faz na cidade;
- estabelecer protocolos com entidades, com objectivos diversos, em benefício dos sócios;
- garantir a segurança do espólio do Ateneu, bem como o adequado controlo e
protecção de acessos;
- promover a revisão e adequação dos Estatutos e Regulamento do ATENEU aos novos desafios de modo a potenciar uma gestão mais eficaz e sustentada, com adequada protecção do rico património existente;
tudo a par de um largo conjunto de actividades e opções estratégicas, que serão devidamente integradas e oportunamente comunicadas aos Excelentíssimos
Associados, numa base de cultura do fazer, criar e inovar.
Estas são, em suma, as bases do Plano Estratégico do Biénio, que esta Direcção submeteu ao sufrágio dos Sócios e que viu ratificado nas Eleições do passado dia 12/Dez, e que pretendo, pretendemos, implementar no ATENEU, a par do cumprimento dos objectivos estatutariamente previstos.
Neste 2011, ano em que nada sabemos a não ser que viveremos pior, ano de elevado risco e das piores expectativas das últimas décadas em Portugal, ano em que não saberemos se o FMI entrará em Portugal, se a China e o Brasil comprarão a nossa dívida, se a Europa assume a protecção e o resgate do orçamento desta mui nobre e antiga nação, temos porém a certeza de que os Portugueses viverão, na sua esmagadora maioria, ainda com mais dificuldades do que nos anos transactos.
Este e os próximos 2/3 anos, aceitando algum optimismo, serão os ANOS em que não é possível prever com rigor e em que as dificuldades serão crescentes.
E, de modo compreensível, este é o mesmo cenário que prevalecerá, também, na envolvente mais estrita do nosso Ateneu.
- Cenário em que será mais difícil obter favores e mecenas, que tanta falta nos fazem para responder a todas as pontas de necessidades e de dificuldades escondidas nestas paredes.
- Cenário em que será mais difícil obter apoios financeiros, ainda que de crédito corrente c.p., embora não possa ser esta a opção, mas sim a de m.l.p., sob pena de asfixia financeira total do Ateneu.
- Cenário em que a comunidade dos Sócios do Ateneu, hoje mais reduzida, tem de compreender e ajudar o seu Ateneu.
- Cenário em que a Baixa do Porto, bem como da sociedade Portuense em geral tem de ouvir o Ateneu e contribuir para a sua re-dinamização.
Afinal, temos que fazer, com que todos nos ouçam e nos ajudem a acomodar este brutal choque de austeridade e de necessidades imperiosas.
Na Direcção, e na vivencia do Ateneu, vamos ter de ser mais exigentes, de nos suplantarmos, de saber implementar uma gestão particularmente rigorosa e de orçamento de equilíbrio muito difícil.
O Ateneu e os seus Sócios vão ter de saber viver com a realidade, por mais difícil que seja o seu entendimento, sem promessas vãs ou irrealistas, e ter de reconhecer que os direitos de Sócios deste Nobre e Ilustre Clube só o são, verdadeiramente, se existirem condições objectivas e dignas para o seu exercício e se o Ateneu der o salto há tanto tempo esperado.
Salto, esperado e desejado, com muita Esperança, não só por mim, mas também pelos que comigo aceitaram o desafio de gerir os destinos deste nobre Clube neste biénio que agora começa.
Esperança, bem patente, em todos os que contribuíram para a unificação das tendências e posturas pré existentes no Clube, e também nos que votaram massivamente na Lista, aos quais agradeço reconhecidamente.
Esperança, reafirmada e citada no último almoço da Biblioteca, quer pelo Exmo. Sr. Presidente da MAG quer pelo Exmo. Presidente da Direcção, quando se me dirigiram com votos de esperança num futuro mais risonho e frutífero do Ateneu, com citações, inclusive, de Padre António Vieira. Quero aqui expressar-lhes o meu muito obrigado por tão enriquecedoras palavras.
Caros colegas de Direcção,
Os Sócios do Ateneu, com a votação expressiva, deram-nos um Voto de Confiança, é certo, mas sobretudo impuseram-nos uma obrigação de nos superarmos nos objectivos.
Assim, vamos ter de passar do planear ao fazer em muito curto prazo.
Com riscos, é certo, devemos todavia garantir aos Sócios do Ateneu que iremos afirmar a cultura do fazer, no entendimento que as dificuldades não são insuperáveis.
Exigem gestão cuidada e rigorosa, exigem empresarialização do Ateneu, exigem esforço, exigem empenhamento e dedicação.
Sabeis que por este mesmo significado, em 2.º acto eleitoral, reafirmei o mesmo objecto/sigla:
Do Porto para o prestígio do Ateneu
Empenhamento e Dedicação
Ilustres Sócios e Amigos do Ateneu
No Porto, há um grande défice de reflexão e análise sobre o momento difícil que atravessam as instituições da cidade, como é o caso do ATENEU.
Em 1.º lugar pelos nossos Sócios, de matriz um pouco envelhecida e também eles próprios, provavelmente, afectados pela crise.
Em 2.º lugar pelos comerciantes da Baixa do Porto que estão em profunda crise e num anoitecer desviante, procurando renascer através dos movimentos da movida nocturna e comercial cada vez mais exigentes.
Em 3.º lugar as Instituições e Organizações, quer privadas, públicas e políticas da cidade, elas própria arredadas e conformadas com a crise.
É preciso reflexão.
Podemos ser completamente diferentes e estar juntos em debate sincero e honesto.
A vida associativa permite pensar de modo diferente, no mais vivo e integral respeito.
Pelo nosso exemplo podemos dar impulsos efectivos à sociedade civil e em especial à Baixa Portuense, na qual teremos de ser pólo dinamizador e de referência, intervindo em todos os movimentos da revivificação do Porto, comercial, do Porto cultural, do Porto artístico e do Porto sociedade nobre e Invicta.
A sociedade civil Portuense, e também a sociedade civil Portuguesa, têm de assumir o seu papel estimulante da sociedade, através das diferenças de pensamento e de uma cultura de solução proactiva e não somente reactiva.
O Ateneu tem também de ser parte da solução, para se reafirmar na cidade.
Por outro lado, o Ateneu tem de estar em linha actuante com o que de melhor se faz nos movimentos associativos, movimentos confráticos, organizações de apoio social e caritativo, movimentos de cultura, etc, que estão implantados na cidade, e outros que vão nascendo, de modo a criar uma “net” dinamizadora capaz de ajudar a dar a volta à crise que, convenhamos, não é só económica e financeira.
É também uma crise social e de valores.
Terminando,
Aproveito para agradecer a presença da Direcção da Confraria das Tripas à Moda do Porto, aqui presente pela mão do Ilustre Sócio do Ateneu, Chefe Hélio Loureiro, a quem também agradeço as palavras de estímulo que fez o favor de me transmitir logo que tomou conhecimento da nossa Eleição.
Muito Obrigado.
A solicitada cooperação com a Confraria das Tripas à Moda do Porto vai ter tratamento adequado.
Agradeço a presença Institucional da Ordem dos Templários aqui representada ao seu mais alto nível, por SE o Grão Mestre Universal da Ordem, D. Fernando Pinto Fontes, Ilustre Sócio desta casa desde há 37 anos.
Muito obrigado.
Agradeço aos Sócios do Ateneu, a sua inestimável presença, e de forma muito especial aos Sócios Sr. Dr. Fausto Magalhães e esposa Sr.ª Dr.ª Cilinha Magalhães por terem voltado ao Ateneu.
Note-se bem, este jovem casal esteve ausente do Ateneu durante 17 longos anos, 17 anos, e voltaram para participar nas Eleições recentes e com a promessa de participarem activamente nas actividades do Clube.
V. Exas. são um exemplo que muito me honra e que procurarei, procuraremos, potenciar noutros tantos Sócios arredados desta casa. Muito Obrigado.
A todos Vós, não Sócios, que viestes a este jantar por convite de associados, membros ou não dos órgãos sociais que hoje tomaram posse, também o meu agradecimento.
Sabemos que na maioria de Vós reside o desejo de serem admitidos como Sócios do Ateneu. Alguns já são promessas certas de adesão e por isso, faço aqui, em nome do Ateneu, uma menção honrosa num de Vós, e em nome de todos, neste caso, pela tenra idade, opto pelo também jovem casal, de seu nome Prof. Manoel Lopes, Ilustre Escultor, e sua esposa Sr.ª D. Maria Ernestina.
Bem hajam, pelo exemplo de vida que nos transmitem e que em breve vão também poder partilhar com os Sócios de Ateneu, que desde já ficam agradecidos.
Por fim, tenho a honra de, particularmente, manifestar o meu sincero agradecimento por ter sido possível reunir num grupo de trabalho, um conjunto de empresários, profissionais liberais e quadros superiores, com a cultura, a competência, a experiência e a disponibilidade que o momento particularmente difícil do Ateneu exige, com a convicção de que, todos seremos poucos para sustentar um novo ciclo de grandiosidade da longa e nobre história do ATENEU.
Como Presidente da Direcção do Ateneu Comercial do Porto, com um abraço fraterno, desejo a todos Vós um Bom Ano 2011, repleto de sucessos pessoais e profissionais.
Alberto Silva Lopes
Concerto de Piano por Filipe Cerqueira
Salão Nobre. 07.07.2011. 21.30 horas.
No prosseguimento do seu Ciclo de Concertos de Música/ 2011, o Ateneu Comercial do Porto promove mais um recital, no dia 7 de JULHO, pelas 21.30 horas, pelo pianista Filipe Cerqueira, com o seguinte
PROGRAMA
Frédéric Chopin:
Balada Nº1 em sol menor, Opus 23
Joaquim Gonçalves dos Santos:
Prologus, 6 Impressões musicais do Evangelho de São João
II Parte
Robert Schumann:
Fantasia "Kreisleriana" Op. 16
- Äußerst bewegt;
- Sehr innig und nicht so rasch;
- Sehr aufgeregt;
- Sehr langsam;
- Sehr lebhaft;
- Sehr langsam;
- Sehr rasch;
- Schnell und spielend.
A Entrada é Livre.
Ler mais... Entidade organizadora: Ateneu Comercial do Porto
Ateneu. De 23.11.2010 a 30.01.2011. 21.30 e 23.30 horas.
O Ateneu Comercial do Porto já deu início, no passado dia 23 de Novembro, ao primeiro CURSO DE BRIDGE, destinado a Avançados. Este curso, que decorre às terças-feiras, tem como monitor o nosso Associado António da Rocha Pinto e realiza-se nas nossas instalações.
Contamos, a qualquer momento, dar início ao Curso para Iniciados.
DURAÇÃO: 2 meses, 2 horas semanais, entre as 21.30 e as 23.30 horas (todas as terças-feoras), num total de 16 horas.
PREÇO: 100 Euros por aluno, sendo 50% pagos na primeira aula e os restantes no final do primeiro mês. Incluído no preço serão ainda disponibilizados apontamentos aos frequentadores do CURSO.
Sócios do Ateneu Comercial do Porto e Juniores (até aos 25 anos), têm um desconto de 20%.
O número mínimo para cada curso é de 6 alunos, até um máximo de 12/14.
AINDA ESTÁ A TEMPO DE SE INSCREVER! Através do nosso mail geral@ateneucomercialporto.pt ou pelos Telefs: 22 3395412/17.
Entidade organizadora: Ateneu Comercial do Porto Mais informações: Telef.:22 3395412/17
O Ateneu Comercial do Porto encomendou à Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS) a produção de 500 exemplares fac-simile (numerados) da 1.ª Edição de “Os Lusíadas” de 1572, cujo original é propriedade do Ateneu.
Trata-se de uma obra literária - edição de luxo - de rara beleza, poema épico de inspiração clássica, constituído por dez cantos compostos por décimas em decassílabos heróicos. Vive de uma contradição esteticamente harmonizada entre a acção das divindades pagãs e a tutela do sentimento cristão e da expansão da fé, que anima um ardor de conquista e de possessão do mundo.
Esta Primeira edição de "Os Lusíadas", geralmente identificada por edição A, ou edição Ee, hoje conhecida por edição Princeps, faz parte do acervo bibliográfico do Ateneu.
A produção destes 500 exemplares vem sendo executada de forma faseada pela FRESS, atendendo ao processo manual de acabamentos, apenas restando cerca de 100 exemplares para comercialização.
Exemplares (numeração de 2 a 100) ao preço de 1.200,00 Euros (IVA incluído à taxa de 23%), e de 1.500,00 Euros (IVA incluído à taxa de 23%) com o cofret de luxo incluído.
A corrente idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo / Ângelo Alves. - [S.l] : Estratégias Criativas, 2010. (1 exemplar); Filosofia da existência: esboço sintético de uma filosofia nova / Domingos Tarrozo. - [S.l.] : Estratégias Criativas, 2008. (1 exemplar); O piolho zarolho e o arco-iris da amizade / Lurdes Breda. - Coimbra : Temas Originais, 2010. (3 exemplares); Transmigrações / José Dias Egipto. - Coimbra : Temas Originais, 2010. (3 exemplares); Memórias de mim: histórias de nós / Antero Simões. - Vila do Conde : Edição do autor, 2010. (1 exemplar).